Batendo um papo sobre este lance de locadora
Uma discussão meio torta sobre aqueles lugares em que a gente alugava VHS e DVD me lembrou de dois momentos vividos por dois Thiagos diferentes – e me fez rever como as coisas mudaram de lá pra cá
Por THIAGO CARDIM
Tem cerca de, sei lá, uns 10 ou 15 dias, a seguinte postagem deu o que falar lá no BlueSky (ou você acha que o tribunal das minúsculas causas da internet só se manifesta no Twitter, hein?): “Desculpa aí, mas quem diz que locadora era melhor que streaming é gente que ou não viveu a época de locadora ou é gente que tem preguiça de dar uma pesquisada e só vê a primeira coisa que aparece na home da Netflix, sei lá”.
Este post gerou um bocado de discussões dos mais diferentes lados – desde gente dizendo que locadora era coisa de bairro de elite (spoiler: nem era, porque vários amigos e conhecidos da periferia eram frequentadores assíduos daquelas típicas pequenas locadoras de bairro, muito longe das franquias Blockbuster) até uns fulanos defendendo Netflix e derivados com unhas e dentes porque eles têm um acervo digital “infinito” e que nenhuma locadora do mundo jamais teve (spoiler: aquele conceito de “ter acesso a todos os filmes do mundo” nunca existiu e hoje muito menos, porque cada filme/série tá num streaming diferente e, adivinha só, diversos clássicos do cinema não estão em NENHUM deles).
Mas aqui, de verdade, eu nem queria falar sobre estas questões… pelo menos, não AGORA. Porque queria aproveitar o tema “locadora” pra falar sobre MIM. E sobre o mercado, claro.
Sem nostalgia barata, bom, eu posso dizer que vivi MUITO a época de locadoras. E em dois momentos muito diferentes da minha vida, que curiosamente me lembram dois Thiagos Cardim muito distintos – embora ambos sejam muito importantes para a formação do Thiago Cardim que eu sou HOJE.
Aliás, hora da definição: você sabe o que é uma locadora?
Uma locadora de filmes era uma loja física na qual as pessoas iam para alugar fitas VHS, DVDs ou Blu-rays por um curto período, como um fim de semana, pagando uma taxa pequena. Diferente do streaming, que entrega tudo instantaneamente pela internet, você precisava sair de casa, escolher o filme nas prateleiras julgando pela capa ou recomendação do atendente, registrar o aluguel com documentos e devolver no prazo para evitar multas. Se o formato fosse o lendário VHS, era fundamental que a fita estivesse rebobinada. Mais sobre isso à frente.
Aliás, hora da definição 2: você sabe o que são os formatos VHS ou DVD?
Uma fita de VHS, ou Video Home System, é um cartucho de plástico preto contendo uma fita magnética fina, usada para gravar e reproduzir filmes, programas de TV ou vídeos caseiros em um videocassete conectado à TV. Lançada pela JVC em 1976, tinha duração típica de 2 a 4 horas por fita.
A fita era inserida no videocassete, que puxava a tira magnética revestida de óxido de ferro para gravar sinais de vídeo e áudio por meio de cabeças rotativas em alta velocidade. Você pressionava “play” para assistir, “rec” para gravar da TV, e precisava rebobinar (ou seja, voltar a fita pro começo, para que a próxima pessoa a alugar pudesse assistir também desde o início) antes de devolver à locadora, sob risco de multa.
O formato DVD, ou Disco de Vídeo Digital (Digital Versatile Disc), é um disco óptico prateado de 12 cm de diâmetro, parecido com um CD, mas com capacidade muito maior para armazenar filmes, áudio ou dados em alta qualidade, usando laser para ler pits minúsculos na superfície.

Lançado em 1995, ele cabia um filme inteiro de 2 horas em um lado só, com imagem nítida (cerca de 500 linhas de resolução) e som surround, superando as fitas VHS granuladas. Você inseria o DVD em um player conectado à TV, que girava o disco e usava um laser vermelho para decodificar dados comprimidos em MPEG-2, permitindo capítulos, menus interativos e extras como trailers. Tipos variavam: DVD-R para gravação única (4,7 GB), DVD-RW para regravações (até mil vezes), e dual-layer para 8,5 GB em filmes mais longos. Sem rebobinar, pulava direto para cenas, mas riscos ou poeira causavam travamentos.
Pra completar, vale obviamente falar sobre Blu-ray, um formato de disco óptico de 12 cm de diâmetro, semelhante ao DVD, mas com capacidade muito maior graças a um laser azul-violeta de 405 nm que lê dados mais densos na superfície. Lançado em 2006 pela Blu-ray Disc Association (liderada pela Sony), ele armazena de 25 GB (camada única) a 50 GB (dupla camada), ou até 100 GB em versões 4K, permitindo filmes em Full HD (1080p) ou 4K com áudio lossless e extras interativos.
Diferente do DVD (laser vermelho, 4,7 GB), suportava gravação em BD-R/RW e conectividade online para atualizações de conteúdo, mas exigia TVs HD para brilhar. Era o “topo” das mídias físicas nas locadoras dos anos 2010: qualidade de cinema em casa por R$ 10-20 no aluguel, vencendo o HD DVD na “guerra de formatos”, mas declinou com Netflix e 4K streaming pela conveniência sem discos. Hoje, persiste para colecionadores e 4K premium, com som 7.1 imersivo que apps ainda tentam igualar.
Bom, feitas as devidas explicações, simbora comigo ali pra algum momento dos anos 1990, pra encontrar um Thiago Cardim bem mais xóvem e sem boletos.
Enquanto isso, na Rua Euclides da Cunha, lá em Santos/SP…
Durante muitos anos, quando me descobri enfim fanático por cinema ainda na pré-adolescência, botei na cabeça que meu primeiro emprego seria numa locadora. Assim, de graça mesmo. Ficava me imaginando num esquema meio O Balconista, filme do Kevin Smith, sabe? Numa matéria que escrevi pro JUDÃO, bati um papo com uma garota de seus 18 anos que não fazia ideia do que eu estava falando quando perguntei se ela ainda visitava locadoras. “Nem sei o que é isso”. Mas eu, com meus 13/14 anos, no começo da década de 1990, sabia MUITO bem o que era aquilo.
Toda sexta-feira eu voltava da escola e batia ponto na locadora mais próxima. Ficava, sem sacanagem, horas estudando as capas dos filmes, lendo as sinopses, e saía sempre com pelo menos três fitas VHS debaixo do braço. Amava garimpar, ficar trocando ideia com os funcionários, batendo papo com os outros clientes, fazendo até recomendações de coisas que eu tinha curtido. Foi nesta época que conheci a obra do Kubrick, que se tornaria meu diretor favorito – e entrei numa loucura de alugar Laranja Mecânica praticamente todo final de semana durante uns bons meses, até praticamente decorar todas as falas.
Cheguei até a bater um papo com o dono desta locadora que ficava praticamente do lado da minha casa, lá em Santos/SP, sobre a possibilidade de um trampo em meio período, como atendente. Ele sacou que eu manjava do assunto, que sabia falar bem… Mas ficou tudo por isso mesmo. Acabei empurrando a coisa com a barriga e nunca rolou.
Eu conheci a internet. Logo depois, claro, conheci a pirataria (que explodiu assim que as pessoas tiveram acesso aos primeiros DVDs). Entrei na faculdade. A locadora fechou. E este capítulo se encerrou na minha vida assim que comecei a trabalhar em São Paulo.
Ainda existem locadoras, aliás?
Segundo a hoje finada União Brasileira de Vídeo (a UBV, que chegou a acrescentar um G ao nome para se referir a “games” também), havia cerca de 14 mil videolocadoras no país em 2005. Em 2015, dez anos depois, este número caiu para algo por volta de 4.000, uma perda bem significativa. Agora em 2025, depois de mais uma década, este número se torna muito difícil de mensurar.
Vamos pegar a cidade de São Paulo, por exemplo. A maior metrópole do país teve 2.600 locadoras de filmes no início dos anos 2000, de acordo com levantamento do Metrópoles; hoje restam somente QUATRO unidades pra encarar a dura concorrência com as plataformas de streaming.
“As pessoas não acham os filmes nos streamings e acabam vindo para cá”, diz Paulo Pereira, 67, proprietário da Video Connection, a mais antiga da cidade, localizada no edifício Copan. “Tenho recebido bastante alunos de faculdade que querem saber de filmes que eles não encontram em lugar nenhum”, conta ele, que atualmente oferece para aluguel um acervo de 14 mil DVDs.
As outras sobreviventes são a Charada Clube, na Vila Tolstoi, zona leste da capital, com algo entre 14 e 15 mil DVDs e de 2 a 3 mil VHS; a Eject Video, na Vila Clementino, com 11 mil DVDs; e a Horus Vídeo Locadora, na Vila da Saúde, com cerca de 6 mil filmes.
Na minha terrinha de Santos, temos os heróis da resistência da Video Paradiso, em plena atividade desde 1991. “Sempre defendi a coexistência de diferentes formas de consumo de filmes, mas a realidade mostrou-se mais dura”, explica o proprietário, Marcelo Datoguêa, em entrevista ao Santa Portal. “As distribuidoras de filmes, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, viram nas locadoras um intermediário dispensável, e o avanço tecnológico permitiu a sua eliminação”.
Corta agora pro ano de 2005…
Pois então que do alto de seus 20 e poucos anos de idade, o Cardim se formou na faculdade de comunicação, se mudou do litoral para a capital e, depois de uma demissão oriunda da falência de uma multinacional na qual trabalhava como jornalista de música, foi começar a trampar no departamento de marketing de uma distribuidora de cinema.
Sim, aquela mesma na qual uma das minhas atribuições era dar os títulos em português para os filmes lançados por eles (MAS ESTE NÃO É O PAPO AQUI).
O fato é que entrei de cabeça no mercado de home vídeo – e isso incluía, obviamente, os filmes que iam para as locadoras. Criei estratégias para divulgar os filmes nas locadoras, fiquei amigo de alguns donos delas, visitei lojas dos mais diferentes tamanhos e formatos, participei de eventos, ouvi uma porrada de histórias de bastidores, algumas divertidas, outras trágicas.
Entre discussões sobre utilizar as expressões “muito louco” e “numa fria” nos títulos dos filmes, tive a chance de pensar estratégias para filmes “menores”, que nem sequer tiveram a chance de ir para os cinemas, mas que ao chegar nas locadoras, se tornaram pequenos grandes hits justamente porque eram joias independentes que conversavam com o coração de uma população longe dos óbvios grandes centros. E também tive a oportunidade de construir NOVAS estratégias para filmes que tinham sido lançados no cinema mas que, na fase de chegarem às locadoras, precisavam obedecer a uma lógica completamente diferente. Aí mudava a sinopse, mudava a arte do pôster…
(prometo que não vou comentar certos filmes dramáticos que, via material de vendas, eu tive que transformar em comédias, mas tudo bem…)
Irônico é pensar que a maior e mais bem-sucedida empresa de oferta de conteúdo em streaming no planeta, que hoje tem um valor de mercado estimado em US$ 494 bilhões (dado do mês de outubro de 2025), tenha começado como uma locadora de DVDs, em 1997. Exatos dez anos depois, o Netflix se tornaria um serviço exclusivamente de streaming, iniciando os trabalhos com a série Heroes. E o resto é história. E as janelas foram definitivamente arrebentadas.
Mas calma que não são as janelas da sua casa, tá?
Explicando o conceito de “janela”
Você pode não reconhecer pelo nome, mas certeza que sabe do que se trata.Um filme estreia no cinema. E aí ele teria um tempo entre a chegada às locadoras e/ou às lojas, por exemplo. Aqui no Brasil, a média costumava ser de três meses, no mínimo — este espaço era a chamada janela de exibição. Elas seguiam a seguinte lógica: primeiro, antes de chegar aos cinemas, o filme ia para os festivais, como a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que pediam que preferencialmente suas atrações inéditas não tivessem passado ainda pelo circuito comercial.
Aí se seguíamos o cinema propriamente dito, a locadora (chamada de rental), o varejo (venda direta em lojas), os canais de TV paga premium (HBO, Telecine), TV paga comum (Megapix, Fox, TNT) e TV aberta (Globo, SBT e afins).

As plataformas de streaming, sejam elas VOD (video-on-demand, no qual você compra filme a filme, como o NOW, da Claro) ou SVOD (subscription video-on-demand, serviços de assinatura como o Netflix), acabavam entrando nesta cadeia também junto com as locadoras. O resultado é que o primeiro filme dos Vingadores, que quebrou recordes nos cinemas em 2012, acabou sendo exibido com pompa e circunstância na Rede Globo, marcando sua primeira passagem pela TV aberta EVER, em 2015. Sim, TRÊS anos depois.
Olha só que coisa: sabe quem não tem mais a menor paciência pra esperar tanto tempo assim pra ver aquele filme que tanto curtiu no cinema lá no conforto de sua sacrossanta casa? O espectador, veja você. A pessoa que deveria ser o consumidor dos tais diferentes canais de distribuição e que acaba indo parar num Stremio da vida… Pois muito que bem.
Só que isso, obviamente, isso tudo é reflexo de um mundo PRÉ-PANDEMIA. Porque se com a nossa existência cada vez mais digital antes mesmo de passarmos quase três anos trancados em casa, mas bastante acostumados com o Popcorn Time (antes do Stremio) este assunto já estava fervendo, imagina o que aconteceu depois que nos vimos impedidos de sair, inclusive para ir aos cinemas? O modo de consumo de filmes mudou radicalmente. As bilheterias globais, com algumas raras exceções, nunca mais se recuperaram nos padrões antes da covid-19.
As empresas de entretenimento parecem ter percebido que o comportamento do espectador, olha só, realmente mudou e que, em tempos como esse, talvez fosse o caso de investir numa mudança de paradigma. O medo de ousar rapidinho desapareceu.
Vamos pra um exemplo recente: o recente filme do Superman dirigido por James Gunn. Estreou nos cinemas no dia 10 de julho de 2025. Chegou para aluguel e compra digital (YouTube e afins) no dia 24 de agosto de 2025. E chegou à programação do serviço de streaming HBO Max no dia 19 de setembro de 2025.
Sacou a mudança?
Agora… alguém ainda lança mídia física no Brasil?
Bom, se algumas pouquíssimas locadoras ainda existem, isso significa que elas basicamente oferecem um acervo de filmes antigos, correto? Afinal, os filmes atualmente em cartaz nos cinemas, os atuais lançamentos, vão direto pro digital e acabou a conversa, né?
Então… QUASE.
Conforme lembrou o amigo Renan Martins Frade em uma coluna pro UOL em 2024, grandes estúdios, como Disney, Warner Bros. e Universal Pictures, se retiraram do mercado de discos no Brasil e na América Latina nos últimos anos. A Sony foi a última, anunciando a sua partida em 2022. “Hoje é quase impossível encontrar os blockbusters mais recentes em DVD”, disse ele.
O Renan conversou ainda com ninguém menos do que Juliano Vasconcellos, figura mítica por trás do lendário Blog do Jotacê, aquele espaço outrora dedicado aos muitos lançamentos em mídia física, cada vez mais raros. “Hoje, o nicho de colecionismo, que já estava se retraindo antes da pandemia, é ainda menor. Muitos colecionadores tradicionais da nossa comunidade pararam de colecionar ou até estão se desfazendo das coleções. Gente que estava colecionando só importados nem isso estão fazendo mais, pois nem lá fora os filmes estão saindo com o nosso idioma”.
Mas algumas empresas menores e independentes, como a Versátil, se dedicam ao lançamento no mercado nacional de grandes clássicos da Sétima Arte, chegando inclusive à surpreendente marca de 50 filmes lançados ao mês – mas com tiragens que giram entre 750 e 1.000 unidades, com casos de 500 ou até 300 exemplares.
Temos coleções dedicadas a medalhões, como François Truffaut, David Lynch, Akira Kurosawa, John Ford e Brian de Palma, além de filmes de ação de Hong Kong, policiais franceses, terror espanhol, títulos do blaxploitation americano… Tem pra todos os gostos.
“A mídia física é para gente cinéfila, para pessoas fanáticas por cinema. São pessoas que têm a Netflix e o Globoplay, mas que também querem pegar o filme na mão”, diz o fundador Oceano Vieira de Melo, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. “Eu me lembro de quando a gente comprava discos de vinil na minha época. A gente queria segurar o disco, não só ouvi-lo tocar na rádio”.
“Hoje a empresa tem um público fiel, os 300 de Esparta, como a gente brinca”, diz o curador da Versátil, Fernando Brito. “Eles são o público colecionador, que compram de tudo. Eu estimo que temos agora entre 1.000 e 2.000 pessoas que consomem mídia física, só que é um público segmentado. A pessoa que compra filme clássico americano não é a mesma que compra o filme clássico europeu, que não é a mesma do filme cult”.
Em tempo: para a surpresa geral, pode ser que aos poucos algumas exceções possam estar sendo abertas pelos grandes estúdios à mídia física. Um exemplo? Nosso premiado Ainda Estou Aqui virou Blu-ray pelo selo Obras Primas do Cinema, que lança edições especiais no formato aqui no nosso país. O lançamento está disponível na Amazon… embora, sejamos honestos, o preço final esteja BEM longe de ser atrativo…

Em resumo?
Locadora com mídia física era uma parada legal demais em especial pelo aspecto humano, que simplesmente INEXISTE num Netflix, Prime Video, Disney+, HBO Max da vida.
Assim como era legal, pré Spotify/Deezer/Tidal/YouTube Music/Apple Music e correlatos, colar numa loja de discos e passar horas trocando ideia com os atendentes e demais malucos por música que ficavam zumbizando por lá, garimpando não só sugestões de coisas pra ouvir mas também uma boa polêmica de boteco. O mesmo vale pras livrarias de rua ou pras lojas de quadrinhos (e eu fui dono de uma, então posso falar com propriedade, rs).
Claro que a gente curte a facilidade de ter tudo a um play de distância – embora não saibamos quanto tempo isso vai durar. Faz um baita sentido discutir a pirataria como uma forma de preservação e democratização da cultura para além da eterna lógica capitalista. E evidentemente que, sim, não só podemos como DEVEMOS criticar os MUITOS problemas de catálogo destes serviços de filmes/séries, que hoje nos obrigam a assinar até quatro deles ao mesmo tempo caso tenhamos vontade de curtir algo para além da espuma do hype.
Mas, no fim do dia, tudo se resume a GENTE. A grande diferença são as pessoas. Sempre foram e sempre serão, não importa quantos algoritmos ou lógicas de IA as pessoas resolvam nos meter goela abaixo. Pessoas sempre serão o segredo, a chave, a grande motivação, sejam elas uma multidão ou apenas aquele sujeito meio perdido buscando um filme daquele diretor desconhecido.
Como eu fui. E como eu conheci. Ainda bem.