A força feminina do Bangers Open Air 2026
De Lauren Hart a Nienna, passando por Crypta, Malvada e Sharon den Adel, o festival prova que o metal feminino domina o som pesado!
Por GABRIELA FRANCO
Se em 2024 a presença feminina já começava a se destacar no festival que ainda se chamava Summer Breeze Brasil, a edição de 2026 do Bangers Open Air mostra que a força das mulheres no metal brasileiro e internacional não só cresceu como domina cada vez mais o palco. De vocalistas a instrumentistas, a escalação do festival deste ano prova que talento não tem gênero, e que a energia feminina é capaz de sacudir multidões com peso, técnica e presença de palco inigualáveis.
Do death ao symphonic, passando pelo power, pelo prog e pelo metal tradicional, o Bangers Open Air 2026 não economiza diversidade nem talento. Separamos as artistas e bandas que mostram que o metal feminino está em plena expansão — algumas com carreiras de décadas, outras começando a revolucionar suas cenas, mas todas imprescindíveis para quem ama música pesada de qualidade.
Arch Enemy
A Arch Enemy anunciou recentemente a vocalista Lauren Hart, substituindo Alissa White-Gluz, e ela chega do Once Human trazendo a mesma fúria e presença que os fãs esperam da banda sueca de death metal melódico. Com uma voz poderosa que mescla agressividade e melodia, conversando inclusive muito mais com o passado de Angela Gossow,Lauren promete elevar ainda mais a energia do palco do Bangers, mantendo o legado de uma das bandas mais influentes do gênero. O primeiro single liberado com seus vocais já mostra que seu timbre combina perfeitamente com os riffs de Michael Amott e a pegada da banda, mostrando que o metal feminino continua expandindo fronteiras e conquistando espaços.
Jinjer
A ucraniana Tatiana Shmaylyuk, vocalista do Jinjer, é sinônimo de versatilidade e técnica. Conhecida por alternar vocais limpos e guturais com uma precisão impressionante, Tatiana transformou o Jinjer em referência de um metalcore que conversa com metal progressivo e groove moderno. Sua presença de palco é magnética, e sua performance no festival promete mesclar potência e emoção, reforçando a importância das mulheres em posições de liderança no metal contemporâneo.
Feuerschwanz
A violinista Johanna von der Vögelweide é a força feminina por trás da irreverência do Feuerschwanz. Misturando metal medieval com elementos de folk e show teatral, Johanna adiciona camadas melódicas únicas às apresentações da banda, garantindo energia e narrativa musical que transcendem o tradicional. Sua técnica e carisma transformam cada canção em espetáculo visual e sonoro, evidenciando que mulheres estão reinventando o metal em todos os estilos.
Lucifer
A banda sueca Lucifer traz Johanna Platow como vocalista, responsável por dar à banda aquele tom clássico de hard rock/doom com uma interpretação moderna. Sua voz potente, grave e marcante é capaz de dominar riffs densos e atmosferas sombrias, tornando cada apresentação uma experiência hipnótica. No palco do Bangers, Johanna promete transportar o público para o universo retrô e pesado do Lucifer, reforçando o protagonismo feminino no metal contemporâneo.

Crypta
Formada inteiramente por mulheres, a banda Crypta é um dos grandes destaques do death metal brasileiro atual. Com um line-up completo de instrumentistas e vocalistas femininas (embora a gente não saiba quem será a segunda guitarrista, já que elas vêm alternando profissionais no posto desde a saída de Jéssica Falchi), a banda vem conquistando espaço internacional com riffs técnicos, bateria precisa e vocais agressivos que não deixam dúvidas: o metal extremo também tem cara de mulher. Sua apresentação no festival promete brutalidade e técnica elevadas, mostrando que o talento feminino no metal não conhece limites.
Seven Spires
A Seven Spires é comandada pela vocalista Adrienne Cowan, cuja versatilidade vocal combina metal sinfônico, prog e power (além de umas pitadinhas de death). Adrienne (que também integra a formação fixa do Avantasia) é conhecida por sua habilidade de navegar entre registros limpos e agressivos com naturalidade, adicionando emoção e dramaticidade às músicas da banda. No Bangers Open Air, ela deve impressionar o público com sua presença intensa e técnica refinada, reforçando a relevância das mulheres na cena internacional do metal. Em tempo, a gente já contou um pouco mais da história da banda BEM AQUI.
Within Temptation
Sharon den Adel, vocalista do Within Temptation, é uma das figuras mais icônicas do symphonic metal. Sua voz lírica e potente transforma cada show em uma experiência cinematográfica. Com décadas de carreira, Sharon volta ao Bangers Open Air 2026 (afinal, ela já esteve no festival quando ainda se chamava Summer Breeze) com toda a elegância e força do metal sinfônico, reafirmando o protagonismo feminino em uma das vertentes mais épicas do gênero. Em tempo: a gente também já teve a chance de entrevistá-la na época… 😉
Smith/Kotzen
No power duo Smith/Kotzen, a baixista Julia Lage (esposa de Richie Kotzen e a outra integrante da metade brasileira da banda, que traz ainda o baterista Bruno Valverde, do Angra) mostra que o groove e a técnica feminina podem ser tão impactantes quanto solos e vocais. Seu baixo firme e criativo sustenta harmonias e riffs com precisão, contribuindo para a sonoridade de blues, hard rock e heavy metal que define o duo. No festival (no qual esteve presente anteriormente, integrando o combo hard rock feminino Vixen), Julia deve chamar atenção não apenas por seu instrumento, mas pela energia que transmite ao palco.
Amaranthe
A vocalista Elize Ryd comanda o Amaranthe com seu timbre limpo, melodioso e poderoso, equilibrando perfeitamente a mistura de metal melódico e pop/eletrônico da banda. No palco do Bangers, Elize promete performances que mesclam carisma, alcance vocal impressionante e energia contagiante, reafirmando a importância das mulheres no metal moderno, principalmente em bandas de grande escala internacional.
Primal Fear
Thalia Bellazecca, a ítalo-cubana que assumiu o papel de guitarrista do Primal Fear, mostra como a presença feminina pode impactar até no metal tradicional, aquele que costuma ser povoado quase que exclusivamente por homens dispostos a exibir a sua testosterona. Com riffs precisos e solos técnicos, Thalia (que esteve recentemente na formação da banda de power metal galhofa Angus McSix) desafia estereótipos – uma mulher preta, né – e reforça que talento não tem gênero. Sua participação no festival promete riffs incendiários e presença de palco que combina experiência e ousadia.

Vision of Atlantis
A vocalista Clémentine Delauney, do Vision of Atlantis, combina técnica lírica com força dramática, característica do metal sinfônico e operático. Sua presença cênica numa banda de temática “piratesca” é marcante, capaz de dominar arranjos complexos e harmonias elaboradas. No Bangers, Clémentine deve conduzir o público por uma viagem épica e emocional, consolidando o protagonismo feminino no gênero.
Malvada
A banda Malvada é outra da escalação formada exclusivamente por mulheres e representa a vitalidade do rock nacional. Cada integrante traz técnica, agressividade e energia em riffs e vocais que não deixam dúvidas sobre o poder feminino na cena. No festival, a Malvada promete entregar performance intensa, direta e visceral, com uma nova formação que agora mistura composições em inglês e português.
Paradise in Flames
A vocalista Nienna é uma das vozes à frente do Paradise in Flames com uma performance death/black que mistura melodia e profanação, fortalecendo a presença feminina no metal moderno e extremo. Seu timbre expressivo e técnica refinada garantem que cada música seja sentida com intensidade, e no palco do Bangers Open Air 2026, Nienna deve envolver o público com energia, atitude e talento.
Serviço
O Bangers Open Air 2026 acontece nos dias 25 a 26 de abril, em São Paulo, no Memorial da América Latina. Mais informações sobre ingressos, hospedagem e programação completa podem ser encontradas no site oficial do festival: https://bangersopenair.com/.