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O que estão falando sobre o filme dos Eternos

A nota mais baixa do MCU no agregador Rotten Tomatoes até o momento (o que não significa quase nada, porém…), longa dirigido por Chloé Zhao com os obscuros personagens de Jack Kirby chega aos cinemas dividindo as opiniões da crítica – o que é igualmente curioso, em se tratando da Marvel. Então, fizemos um compiladão destas opiniões pra você tirar a sua própria!

Por THIAGO CARDIM

Quando aconteceu a chamada première do filme dos Eternos, novo lançamento da Marvel Studios, vieram com ela duas tradições – as fotos das celebridades no tapete vermelho e, claro, as primeiras impressões sobre a obra, diretamente dos sortudos que estavam lá. No caso dos filmes da Marvel, em específico, já virou até meio que uma piada a coisa de que, quando isso acontece, o Twitter acaba inundado por adjetivos e hipérboles sobre a nova obra-prima da vez. É tudo lindo, maravilhoso, incrível, estupendo, fabuloso, a Marvel se superando. Só que, no caso dos Eternos, algo mudou. Algo foi… diferente.

Quando as opiniões surgiram, pareceram BASTANTE divididas. Uns amaram, outros odiaram, outros só acharam bem chato. Isso foi definitivamente INÉDITO. E conforme as primeiras resenhas foram inundando o conhecido agregador Rotten Tomatoes, gerando a nota que serve de baliza pra muitos espectadores comuns (lá dos EUA, claro) decidirem se um filme vale ou não a pena, acabou que o usual “tomate fresco” que costuma ser tradição para a Marvel foi substituído pelo tomate em sua forma SPLASH, o que é um sinal preocupante pra você que decide que filme vai assistir com base em um site batizado com o nome de uma fruta (pois é, sabia que tomate é uma fruta?).

Seria este um efeito da pandemia? Estaria enfim chegando a tão falada e anunciada “fadiga dos super-heróis”? Ou quem tá acostumado à “fórmula” da Casa das Ideias nas telonas estranhou um longa com uma narrativa mais lenta, mais autoral, quase uma trama indie com orçamento milionário, cortesia da premiada cineasta Chloé Zhao? Pode ser tudo isso. Pode não ser NADA disso.

Assim, a gente, aqui no Gibizilla, ainda tá BEM cabreiro com este lance de ir aos cinemas presencialmente. Apesar de receber o convite para a exibição de imprensa dos Eternos, não fomos e a chance de esperarmos o filme chegar no streaming é IMENSA. Vacina, viva, ainda bem. Mas vírus ainda circulando, gente sem noção, lugar totalmente fechado e sem circulação… Hummmm. Combinação complexa e arriscada. Mas de qualquer jeito, pra ajudar a mostrar um panorama interessante de opiniões diferentes e divergentes, pinçamos as resenhas de alguns dos principais veículos de comunicação do Brasil e do mundo. É legal perceber como elas vão aparentemente de A a Z. E é MUITO legal perceber como algumas delas se completam (em especial quando você clica nos links e lê os textos completos), incluindo até mesmo algumas daquelas que aparentemente têm opiniões distintas.

Mas antes de mais nada… quem são os Eternos?

Caso você não saiba, um breve resumo. Criação clássica porém um tanto obscura do mestre Jack Kirby, foram lançados em julho de 1976, fquando ele saiu da DC e voltou pra Marvel – mas com uma temática bastante similar aos Novos Deuses que o Rei criou na Distinta Concorrência. Quando a lendária raça de seres antigos conhecidos como Celestiais visitou a Terra há cerca de cinco milhões de anos e realizou experimentos em espécimes proto-humanos, criaram duas raças divergentes.

A primeira delas, os Eternos, são seres praticamente perfeitos, de viga longa e com superpoderes incríveis, “moldados” para serem os defensores da humanidade. Os outros, os Deviantes, são seus inimigos de longa data, criaturas geneticamente instáveis e de aparência grotesca.

Dito isso… EIS AS OPINIÕES!

“Eternos é um desastre. Uma calamidade absoluta. Não há nada que funciona nesse casamento do estúdio mais bem sucedido do novo século com uma de suas cineastas mais festejadas. É uma aventura sem rumo, sem foco, sem emoção e sem propósito. É, também, o reflexo de uma marca vítima de seu próprio sucesso”
UOL

”O exame delicado de Zhao sobre seus personagens ofusca os momentos mais monótonos e complicados dos Eternos”
The Atlantic

“Pesados os prós e os contras do trabalho de Chloé Zhao, é preciso reconhecer que o filme incorpora dilemas de inadequação social de uma forma bastante original, em busca de uma nova representatividade, que não seja panfletária simplesmente, mas que jogue uma nova luz sobre esse gênero desgastado dos super-heróis”
Omelete

“O filme frequentemente se apresenta menos como um sustentáculo padrão do MCU padrão e mais como um drama familiar metafísico cuja ovelha negra por acaso é Thanos”
Entertainment Weekly

“Não é o melhor filme da franquia, mas está longe de ser o pior… Ou seja, quando for ao cinema, vá com a mente aberta. Não fique esperando uma obra-prima ou um desastre épico: existe um lugar vasto de oportunidades entre esses dois extremos. É ok ser ok”
Adoro Cinema

“Zhao é uma artesã, e Eternos, embora muito longo (157 minutos? Sério?), é uma diversão tradicional e gratificante”
Variety

“O longa deve ser louvado por não levar a cabo toda a cartilha do gênero de super heróis, tornando-se assim um experimento para produções futuras… Se a bilheteria permitir, é claro”
Cinema com Rapadura

“Zhao pode estar de olho nas nuances, mas em última análise, mesmo uma cineasta com sua sensibilidade e visão não pode dobrar o Imperativo da Grande Marvel à sua vontade”
The Washington Post

“Mesmo a violência das cenas de ação consegue, por vezes, expressar o real risco e peso dramático dos conflitos internos do elenco principal. Eu já falei que eles transam também? Não deixa de ser irônico que o mais humano que a Marvel já chegou a ser é exatamente num filme sobre semideuses alienígenas”
Folha de S.Paulo

“Você se dá conta de que acabou de ver um dos filmes mais interessantes que a Marvel fará, e com sorte o menos interessante que Chloé Zhao fará”
Los Angeles Times

“Se, por um lado, é interessantíssimo ver como Zhao mantém sua costumeira construção de imagens contemplativas e perenes para estabelecer um tom mitológico e fantástico para as divindades, por outro, não há muito para além dessa construção”
B9

“A atenção ao personagem, dinâmica de grupo e textura emocional faz com que o filme muitas vezes pareça mais vivo em seus momentos mais silenciosos do que em seus confrontos de ação rotineiros com efeitos especiais”
The Hollywood Reporter

“Trata-se de uma obra realmente humana em meio a um mar de heróis e alienígenas. Funciona perfeitamente sozinho, indo o mais longe possível das paredes que ostentam o MCU, ainda que ofereça o frescor que a franquia ocasionalmente necessita”
Legião dos Heróis

“Eternos é mais sério em tom e mais deliberado em seu ritmo do que a média dos filmes da Marvel, com menos das brincadeiras usuais e nenhuma aparição de outros super-heróis. Mas, se você está procurando pela humanidade e originalidade dos outros filmes de Zhao, você não encontrará muito disso aqui”
BBC

“A produção da Marvel Estúdios desafia a própria fórmula que criou nos últimos 13 anos: e justamente por sair de sua zona de conforto tem momentos de grande acerto e de derrapagens”
Metrópoles

“Recém-saída do Oscar de Melhor Diretor por ‘Nomadland’, Chloé Zhao deu uma reviravolta em um dos piores filmes do MCU em anos”
New York Post

“O longa deve ser louvado por não levar a cabo toda a cartilha do gênero de super-heróis, tornando-se assim um experimento para produções futuras… Se a bilheteria permitir, é claro”
Cinema com Rapadura

“É uma pena que Eternos se transforme em um filme de super-herói comum, visto que apresenta alguns elementos inovadores e / ou relativamente incomuns, incluindo um personagem surdo, um personagem abertamente gay e uma cena real de amor entre duas entidades de outro mundo”
Chicago Sun-Times

“A diretora Chloé Zhao optou por pisar no freio na ação para que a gente conhecesse a fundo cada um dos novos protagonistas, como eles se relacionam e como veem o mundo em que vivem — o que é fundamental para que a gente se conecte à história. Só que isso requer uma paciência que o MCU nunca exigiu de seu público”
Canal Tech

“Eternos é bom em nos dizer para onde olhar, em nos impressionar com seu senso de grandeza fabricado. O que falta é qualquer senso confiável do que realmente vale a pena ver”
Rolling Stone

“Decididamente complexo, mas pouco eficaz, uma vez que faltou um bocadinho de pulsação em determinados momentos; além de uma narrativa mais enxuta, pois é notável o excesso de gordurinhas no enredo”
Observatório do Cinema

“Existem alguns toques agradáveis ​​e uma nova diversidade atraente levemente desgastada, mas este é um filme fraco e incerto”
The Guardian

“É um filme evento, que vai dividir opiniões por ser extremamente bem-sucedido em algumas propostas, mas falhar em outras. E depende da sua expectativa: você pode comprar a ideia e embarcar na proposta, ou estranhar pelo filme se afastar tanto daquilo que o estúdio estava acostumado a entregar”
Cinepop

“Zhao traz elegância ao filme e o elenco traz vulnerabilidade e cuidado aos personagens que deixam uma impressão duradoura, mesmo quando o último supersoco acaba”
SlashFilm

“Humanidade é uma palavra importante nesse filme, pois mesmo que estejamos lidando com seres praticamente divinos, esses personagens são capazes de entregar a trama mais humana já vista em um filme da Marvel”
O Vício


“A entrada da diretora Chloé Zhao no mundo dos super-heróis é garantida, ambiciosa e contada em uma escala estonteante cósmica – mas mesmo assim não pode escapar dos clichês da narrativa de super-heróis”
Empire

“É um filme que te faz pensar, e quanto mais eu penso nele, mais gosto”
Jovem Nerd

“Eternos é belamente filmado e terrivelmente atuado, mas dá um passo maior do que a perna em seu terceiro ato”
IGN

“Se você já era fã do aspecto cósmico da Marvel e do trabalho de Jack Kirby, Eternos será um deleite de assistir”
Olhar Digital

“O que faz Eternos especial é que, pela primeira vez, o diretor genuinamente se preocupa tanto com o personagem dentro do espetáculo quanto com o próprio espetáculo”
The Wrap

“Esta pode ser que uma produção que não agrade por diversos motivos, como um roteiro mais lento e uma história completamente nova – que acaba sendo um pouco confusa ao tentar apresentar algo desconhecido para quem não é leitor de quadrinhos. No entanto, a Marvel Studios acertou nas escolhas de elenco e produção, assim como Chloé Zhao, que se mostrou versátil e que tem um nicho a ser explorado também no meio dos filmes populares”
Filmelier

“Zhao entende a tarefa maior, já que o épico prepara o terreno para futuras intrigas do MCU. Sua atenção aos detalhes e olho para o design fazem maravilhas, mesmo que no final tudo pareça uma tarefa eterna”
USA Today

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