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Álbuns de 2025 que você AINDA tem que ouvir

Tem música pra todos os gostos, para todos os momentos do dia (e da noite), para quaisquer sensos de humor… Porque o que vale na vida é música BOA! 😀

Por THIAGO CARDIM


Isso não é um ranking. É sempre bom repetir isso, pra evitar que alguém pense que é meu top “qualquer coisa assim”. Mas simplesmente um listão de diversos discos incríveis que escutei ao longo do ano que recentemente se encerrou – e que eu acho DEMAIS que você também deveria ter ouvido. Os meus favoritaços e depois algumas menções honrosas.

E tudo bem, música boa não tem prazo de validade, escuta aí que tem horas e mais horas de material de qualidade para fazer a sua cabeça e os seus quadris. “Ah, mas faltou…”. Não, não faltou nada. São as MINHAS escolhas e, portanto, se não coloquei aquele disco que você curtiu tanto, foi por uma razão MINHA. Gostou, legal, não gostou, os comentários tão lá no final pra você dizer quais foram os SEUS favoritos. Impossível eu ter ouvido todos os discos lançados no ano, mas foram quase 200, então sei bem o que me agradou mais e o que me agradou menos.

Em tempo: se você quer acompanhar um pouco dos discos que vou ouvindo ao longo de 2026, é simples. Ou siga o meu painel lá no Pinterest ou então a minha playlist só com as melhores músicas dos discos de inéditas que vou escutando lá no Spotify.



For The People (Dropkick Murphys)
É uma delícia ver que uma das minhas bandas favoritas não perdeu a mão. Como o título já entrega, é um disco totalmente dedicado às pessoas comuns, ao trabalhador que luta, com faixas que conversam diretamente com a atual situação dos EUA.



Here Be Dragons (Avantasia)
O disco mostra o Avantasia maior do que seus convidados – além da sonoridade cada vez com menos medo de flertar com o pop, disco da empreitada de Tobias Sammet ajuda a cristalizar como banda de fato o que até então era apenas visto como “projeto”.



DeBÍ TiRAR MáS FOToS (Bad Bunny)
O conceito envolvendo este álbum é MUITO legal, com o cantor resgatando suas origens porto-riquenhas ao misturar reggaeton com ritmos locais como plena, jíbaro e salsa – em letras que falam sobre lutar pra manter a identidade cultural do país.



Nu Delhi (Bloodywood)
Uma das minhas bandas atuais de metal favoritas, de longe, aqui eles mergulham numa pegada mais nu metal (como o trocadilho do título obviamente sugere), mas sem nunca perder a força de sua furiosa sonoridade étnica. Em caixa alta: OUÇAM PORQUE É FODA.



Blood Dynasty (Arch Enemy)
Uma das minhas bandas de death favoritas, chegou metendo os dois pés no peito – com canções pesadas e que ao mesmo tempo sabem fazer mais uso da OUTRA voz da Alissa, alternando com uma pegada mais melódica e limpa. Discaço.



Welcome To The Future (HEAT)
Depois de vê-los ao vivo no Bangers, não é exagero chamar os caras de “Europe da nova geração”. Que farofa simplesmente maravilhosa. Um dos melhores e mais grudentos discos do ano até agora, espécie de bom irmão-gêmeo de “Tearing Down The Walls”.



Blasfêmea (Eskröta)
A mistura de punk, hardcore e thrash metal continua certeira – e as letras permanecem agressivas, contestadoras, atuais. Ainda bem. Mas o mais legal é que elas se permitem flertar também com rap (feat MC Taya) e até com samba. Ouça sem medo!



Dominguinho (João Gomes, Mestrinho e Jota Pê)
Esse é um daqueles discos 100% sensoriais. Escutá-lo dá aquela sensação imediata de uma tarde preguiçosa de domingo, solzinho gostoso, sentado na praça de uma cidade pequena com os vizinhos, todo mundo sorrindo, maior vibe boa…



Um Mar Pra Cada Um (Luedji Luna)
Um disco pra te deixar boquiaberto do início ao fim. Que voz lindíssima, que produção impecável, que alma em cada letra sobre o desejo e que maravilhoso ver alguém ser ao mesmo tempo tão acessível e ousar tanto com um combo soul, jazz e blues.



Assaltos e Batidas (FBC)
O rapper mineiro voltou com a faca nos dentes, não apenas com batidas de muito bom gosto (conforme o título entrega) mas também com rimas certeiras, construindo uma estética cinematográfica – só ouvindo pra entender – enquanto fala sobre desigualdades.



Cae + Bth Ao Vivo (Caetano Veloso e Maria Bethânia)
Isso aqui é aula. Quem foi, pode relembrar; quem não foi, pode experimentar um pouco desta comunhão musical. Curioso que, ao longo dos anos, fui deixando o ranço com Caê meio de lado – até porque, impossível ignorar a força da natureza que é Bethânia.



Expresso Della Vita: Lunare (Maestrick)
Maluco, e não é que os meus coleguinhas estavam certos? Que discaço! Um dos melhores do ano, assim, tranquilamente. Ambicioso e cinematográfico, melódico e intrincado, uma espécie de trilha sonora heavy metal pros filmes do Tim Burton.



OPVS NOIR Vol. 1 (Lord of The Lost)
Os alemães deixam a era “sangue & glitter” de lado e embarcam de volta à escuridão de seus dias iniciais com este álbum, o primeiro de uma trilogia. Eles voltam a abraçar as sombras de um belíssimo metal de flertes industriais e góticos.



Domination (Primal Fear)
Vou te falar, se tiver que ouvir um único disco de metal espadinha este ano, pois que seja este. Power puríssimo, do tipo que você se pega cantando junto e batendo cabeça já na segunda audição. Pra mim, o melhor deles desde o “New Religion” (2007).



Skeletá (Ghost)
Este é o Ghost de Prequelle e Impera devidamente extrapolado. Quando você chega ao final de um disco e fica automaticamente pensando como aqueles grandes momentos da audição vão soar ao vivo, é sinal de que alguma coisa de muito certo a banda fez. Portanto, mais uma vez, meus parabéns pra Tobias Forge. Porque, não importando a numeração do Papa, ele conseguiu de novo.



Menções Honrosas
Don’t Go In The Forest (Avatar)
I Feel The Everblack Festering Within Me (Lorna Shore)
Rock Doido (Gaby Amarantos)
Empacotado (Meu Funeral)
Unholy Retribution (Violator)
Amen (Igorrr)
Knightclub (Feuerschwanz)
Giants & Monsters (Helloween)
Diamante (Trovão)
Vertentes de Lá e Cá (Braia)
Days of Retribution (Throw Me To The Wolves)
Believe (Twilight Aura)
Never Enough (Turnstile)
The Outlaw’s Journey (Fabiano Negri e Bebê Diabo)
The Sky, The Earth & All Between (Architects)
O Silêncio Que Grita (Negra Li)
Baile à la Baiana (Seu Jorge)
Libertariamente (Gritando HC)
Stereo Crush (Gotthard)
Dreams on Toast (The Darkness)
Tsunami Sea (Spiritbox)
Como Nascem os Monstros (Manger Cadavre?)
Mayhem (Lady Gaga)
March of The Unheard (The Halo Effect)
Who Let The Dogs Out (Lambrini Girls)
O Mundo Dá Voltas (Baiana System)
Roses From The Deep (Marko Hietala)
Plague of Rats (Brainstorm)
Game of Faces (Dynazty)
Duel (Jinjer)
Ascension (Paradise Lost)
Para Bellum (Testament)
Steelbound (Battle Beast)
Eyes of Despair (The Damnnation)
West End Girl (Lily Allen)
Leo Rising (Danko Jones)
Eita (Lenine)
abatido mas não derrotado (LVCAS)
Emicida Racional VoL.2: Mesmas Cores e Mesmos Valores (Emicida)
Histeria agressiva 100% neurótica vol. 2 – Muito mais neurótico (MC Taya)

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