Jornalismo de cultura pop com um jeitinho brasileiro.

Minas Nerds vive — e pulsa dentro do Gibizilla

Vamos falar de um OUTRO pedacinho da nossa família Gibizilla/Imagina?

Por GABRIELA FRANCO

Antes do Gibizilla existir, existiu um site que mudou o jeito de se falar sobre cultura pop no Brasil: o Minas Nerds.

Criado e editado pela nossa Gabi Franco, o Minas Nerds nasceu como uma resposta direta a um cenário que insistia em tratar mulheres como exceção dentro da cultura geek. Não como protagonistas. Não como críticas. Não como especialistas. O site se tornou rapidamente uma referência nacional por falar de quadrinhos, cinema, séries, games e cultura pop POR, COM e PARA mulheres, sempre a partir de um olhar feminista, progressista e absolutamente opinativo.

O impacto do Minas Nerds foi tão real que ultrapassou a bolha: foi tema de reportagens em veículos como Nexo Jornal, Plano Feminino e Capricho, Virou uma série de palestras em eventos como Fest Comix, CCXP, Santos Festival Geek e Campus Party. Virou uma cartilha de cyberbullying em parceria com a Defensoria Pública de São Paulo. Sempre ajudando a consolidar um espaço onde meninas e mulheres não precisavam pedir licença para gostar, criticar, discordar ou criar.

Com o tempo, o Minas Nerds deixou de existir como site — mas não como ideia, nem como prática editorial.

Esse espírito segue vivo de duas formas muito claras:

1️⃣ Dentro do Gibizilla
O Gibizilla herda do Minas Nerds a crença de que cultura pop é política, que representação importa e que não existe neutralidade quando se fala de mundo, poder e imaginário. Aqui, mulheres não são pauta lateral. São autoras, fontes, criadoras, protagonistas e referência.

2️⃣ Nas redes sociais do Minas Nerds
O projeto continua ativo e pulsante no Instagram, Threads e BlueSky, com conteúdo diário dedicado exclusivamente à cultura pop feita por mulheres — sempre com olhar crítico, progressista e sem concessões ao discurso reacionário que tenta dominar esse campo.

Falar do Minas Nerds não é nostalgia.
É reafirmação.

O Gibizilla não existe apesar dessa história — ele existe porque ela existiu. E porque continua existindo, agora espalhada, ampliada e conectada a novos formatos, novos públicos e novas lutas.

Se você chegou até aqui, saiba: o que começou lá atrás não acabou.

Só mudou de forma.

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