Gibis de 2025 que você devia ter lido
Quer dizer, gibis que eu li em 2025. Mas não necessariamente precisam ter sido lançados em 2025, né. E tá tudo bem. 😉
Por THIAGO CARDIM
Ano novo, continuamos aqui a nossa leva de “melhores do ano” de 2025. E como este site se chama “Gibizilla”, pois vamos agora falar de gibis. Que podem ou não ter sido lançados em 2025. Porque, vamos lá, isso você já sabe, mas vale relembrar: grande parte das maiores editoras simplesmente ignora a nossa existência – então, não tem chance alguma do nosso salário permitir comprar tudo que saiu ao longo do ano. Fizemos o que deu, hahahahaha.
Então, separei aqui algumas das melhores leituras pelas quais passei os olhos em 2025, incluindo alguns gibis que não são necessariamente de 2025, mas que a gente de alguma forma garimpou e tirou lá das nossas prateleiras (confesso que, como juntamos a minha coleção com a da Gabi quando casamos, tem várias coisas ali que eu ainda nem li, mesmo seis anos depois).
Aproveitando: se quiser continuar a acompanhar tudo que eu vou lendo durante o recém-iniciado ano de 2026, segue a nossa hashtag #GibisDoGibizilla no BlueSky ou no Instagram. Ou então, cola lá no meu painel de registro de leituras no Pinterest, tudo sempre atualizadinho.
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Supermãe: Problemas a Bordo (Quinta Capa)
A história da super-heroína Voltra, que quer impedir que o seu arqui-inimigo, Vincent Croupe, tente dominar o mundo. Só um problema: ela tá grávida… E ele é o pai. Há também macacos-palhaços aterrorizantes, uma chá de bebê super-heroico, o fato do bebê talvez estar puxando ao pai…
Nosferatu (Kaiju Editora)
No mesmo ano da versão de Robert Eggers, aqui temos um Nosferatu menos sexual e mais político, entre a Primeira Guerra e a Peste Negra – lançamento incrível dos chapas da Kaiju Editora.
Eventos Semiapocalípticos: Eduardo & Afonso (JBC Editora)
A história não precisa de recordatórios ou diálogos explicativos. Tudo que o autor precisa é dos personagens – e pela relação entre eles (por mais que um seja uma secadora desbocada), você entende TUDO que é necessário. Lindo e me apaixonei pelo restante das HQs.
Laerte – Minotauro e outras histórias (Conrad Editora)
Reedição de quatro tramas curtas da Laerte, daquele período pós-ditadura. Além de uma história emocionante pra quem lê gibis, todas mostram o quanto ela pode desenhar o que bem entender: aventura, ação, humor, terror, suspense, drama…

Starman – David Bowie: A Era Ziggy Stardust (Editora Hipotética)
Alternando entre passado e “presente”, a trama mostra de maneira dinâmica e intensa como o personagem Ziggy, um deus alien de glitter e lama, conversava com os sonhos do David criança e como aos poucos tomou conta da vida do David adulto.
Dormindo Entre Cadáveres (Comix Zone)
Se você mora no Brasil, viveu por aqui entre os anos de 2020 e 2022 e tem um coração batendo no peito, digamos que o impacto de uma obra como essa pode, verdadeiramente, ser comparada ao do relato sobre o holocausto na Segunda Guerra Mundial. É um destes documentos que ajuda a lembrar. Para nunca esquecer. E para tentar evitar que se repita mais uma vez.
A Prisão no Céu (Editora JBC)
Que delícia de história! Leve, emocional, humana. Uma trama sobre pessoas comuns, sobre família, sobre recomeçar. HQ do tipo que deixa com um baita sorriso no rosto, que dá um quentinho no coração, que eleva a alma da gente. Apaixonei.
Carniça e a Blindagem Mística: A Filha da Mulher Morta (Independente)
nem vou mencionar mais o traço deslumbrante do Shiko, e sim reforçar que o capítulo final da história mergulha de vez não apenas no sobrenatural, mas também no quanto é possível fazer sacrifícios (por vezes de sangue) em busca de vingança.

Absolute Mulher-Maravilha 01 (Panini Comics)
Deixei pra ler este gibi no impresso e, portanto, atesto e dou fé: gibi de supers sensacional. O conceito é legal, a história se desenvolve de maneira interessante, tem humor, personagens cativantes e as cenas de ação são de tirar o fôlego.
Cover (Kaiju Editora)
Já tinha lido em formato digital pra poder escrever o prefácio, mas tem sempre um gostinho diferente quando a gente pega o impresso em mãos. Uma história gostosinha demais com música, amizade, piadas infames e perrengues típicos da adolescência.
Aos sábados guardava seus demônios na barba (Independente)
Um desabafo claustrofóbico sobre como o autor lidou com seus próprios demônios (alguns deles até bastante literais) ao longo do período de confinamento da pandemia.
Fobia (Editora JBC)
Compilação de mangás curtos com foco em fobias – mesmo as mais óbvias trazem uma abordagem absolutamente inesperada e que te faz grudar na cadeira. A primeira história, da fobia de frestas (!), é a mais aterrorizante – e escala de tal forma…
Dante, Damian & Páscal: A Gata Vira-Lata (Bebel Books)
Coleção de tiras de um quadrinista das Filipinas mostrando o cotidiano engraçado e cheio de felicidade de uma família LGBT, que tem tanto coração quanto qualquer uma outra. É de aquecer o espírito e pedir bis. ❤️🌈