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As Melhores Séries de 2021

Uma listona que tem Marvel, tem DC, tem a expansão de um jogo de videogame que a gente nem jogar joga, um bando de assassinatos, uma invasão de demônios vampíricos, um bando de fanáticos por true crime e até… FUTEBOL. Futebol, cara!

Por THIAGO CARDIM

Ó só, quem me conhece já sabe – futebol, definitivamente, nunca foi a minha preferência. Já passei da fase ridícula “ah, isso é ópio do povo, são só 22 idiotas correndo atrás de uma bola”. Longe disso, hoje entendo claramente a importância política e mobilizadora do esporte. E entro muito na farofa no meio de uma Copa do Mundo, sei lá. Só não é, em termos de “torcida”, a minha praia (à exceção da Portuguesa Santista #Familia013). Por isso, confesso que uma série sobre FUTEBOL ser uma das minhas favoritas do ano me surpreende um tanto.

Aliás, pera. “Ted Lasso” não é SOBRE futebol. Deixa eu corrigir. Ela tem futebol como pano de fundo. No fim, é uma história com foco em gente. Este talvez seja o eixo comum da minha lista de favoritas do ano. Séries sobre dramas humanos, sobre relacionamentos, sobre nós, sobre eu e você. Sejam elas séries com super-heróis, séries animadas em mundos de fantasia, tramas de serial killer em pequenas cidades nórdicas… Apesar de tão diferentes entre elas, MUITO para ser franco, “Ted Lasso” e “Mare of Easttown”, as minhas favoritas, se comunicam porque são focadas nas conexões entre pessoas.

É isso. Tomara que você curta e encontre novas opções para saborear. Nem precisa maratonar tudo duma vez. Vai vendo os episódios com calma, com tranquilidade, degustando. Só vai. Agora que passou a loucura, desembarca do trem do hype e se dê ao luxo de curtir.

Ah! Isso NÃO é um ranking, tá? Os favoritos estão aqui sem ordem definida, propositalmente misturados. Apenas porque sim.

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Mare of Easttown
Kate Winslet simplesmente arrasou nesta trama envolvente na qual interpreta uma policial que também é mãe solteira tentando curar seus próprios traumas em uma pequena comunidade assolada por uma série de crimes. Já teve até texto aqui no Gibizilla – aliás, DOIS textos, porque a Gabi também falou sobre a importância das personagens femininas na série. Tá no HBO Max.

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Hacks
Jean Smart de novo sendo Jean Smart. Se em “Watchmen” ela roubou a cena e se em “Mare of Easttown” foi o complemento certeiro para a protagonista de Kate Winslet, aqui ela brilha como uma sarcástica veterana do stand-up comedy lutando para se manter relevante ao lado de uma nova aposta, uma roteirista disposta a questioná-la e fazê-la evoluir. Tá no HBO Max.

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Hawkeye
Sim, é um dos meus personagens favoritos da Marvel. Sempre foi. E numa série que não apenas apresenta a sensacional Kate Bishop, mas também traz elementos do maravilhoso arco de histórias de Matt Fraction e David Aja. Não dava pra errar. Meu pedaço favorito do MCU na TV em 2021. Uma história fechada em si, humana, divertida, sem a necessidade de ser épico, de mostrar multiversos… Tá no Disney+.

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Arcane
Assim, nem jogar League of Legends eu jogo. Quer dizer, por questões envolvendo meu trabalho número 2, sim, já joguei. Mas não achei lá muita graça. Só que eu adoro os personagens, a história e a ambientação. E tudo que gira em torno do jogo. Os gibis, as bandas… E agora, esta série. O visual é um desbunde de lindo e a trama tem um tom incrível de consciência social, de contestação. Apaixonei. Tá no Netflix.

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Missa da Meia-Noite
Mike Flanagan acertando mais uma vez nestas séries fechadas de terror que tem produzido pro Netflix. Esta aqui foi a minha favorita dele, até o momento. A construção da tensão desde o primeiro episódio, o clima que vai se formando na cidadezinha, o desenvolvimento dos personagens, é tudo no tempo certo. E quando é pra te virar do avesso, caray. Aí vira MESMO. Tá no Netflix.

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Superman & Lois
Se você não gosta das séries da DC na TV, azar o seu. Tá perdendo, por exemplo, esta história que é DE LONGE o melhor retrato audiovisual do Homem de Aço nos últimos anos. Foda-se o orçamento milionário de Zack Snyder. Esta série entende EXATAMENTE o coração e a alma do maior herói da Terra, agora casado e com dois filhos. Pura lindeza. Tá no HBO Max.

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Only Murders in The Building
Série curta, ágil, dinâmica, com ótimos diálogos e episódios enxutos. Steve Martin, Martin Short e Selena Gomez formam um improvável trio de fanáticos por podcasts de true crime que acabam se deparando com um assassinato que acontece justamente no prédio onde moram. E a coisa escala de um jeito que, olha… Tá no Star+.

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Doom Patrol
A atual temporada, a terceira da série, é coisa linda. Cada vez mais alucinada, cada vez mais despreocupada com o material original, trazendo o que funciona, mudando completamente o que não faz sentido… E acertando brilhantemente. Homem-Negativo e Mulher-Elástica, por exemplo, são infinitamente mais interessantes que suas versões dos gibis. Tá no HBO Max.

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Ted Lasso
A série mais hypada do momento. Todo mundo me dizendo pra assistir, que eu ia amar. Duvidei, demorei pra embarcar… Mas embarquei. E com força. Uma dose deliciosa de cor e luz nos tempos sombrios que vivemos. Uma verdadeira injeção de otimismo que deixou um buraco nas sextas-feiras, agora que acabou a segunda temporada. Fora que eu me identifico DEMAIS com o menino Ted aí. Mas isso é papo pra outro dia. Tá na Apple TV.

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O Homem das Castanhas
Aí que a gente foi lá e se arriscou a ver uma tal duma série dinamarquesa. Um lance policial, de serial killer. E não é que o bagulho é bão, rapaiz? Tenso, intrincado, – e ainda apresentando particularidades de uma cultura que tá longe de entrar no nosso radar cultural habitual. Curti, hein. Tá no Netflix.

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BÔNUS TRACK!!!!!

Legends of Tomorrow
Costumo dizer que sou um evangelizador da palavra de Legends of Tomorrow. Já até escrevi sobre isso aqui. E a atual temporada, a sétima, tá uma galhofa suprema divertidíssima. Passa no Warner Channel. Deveria estar no HBO Max. Mas ainda não está. Aí cada um sabe como resolve esta parada…

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